China, Índia e Japão: o centro das artes marciais

Se as artes marciais nasceram e se desenvolveram por todo o mundo, é geralmente aceite que a Ásia, nomeadamente o Japão, a China e a Índia, estão no centro desta atividade e possuem os conceitos mais desenvolvidos. Poderíamos afirmar que foi pelo cinema que se afirmou a popularidade das artes marciais asiáticas pelo mundo; contudo, a riqueza desse estilo de cinema baseou-se antes de mais no interesse do público desses países, principalmente da China, neste aspeto relevante da sua cultura.

Esta relevância está associada ao fato de as artemartial-artss marciais serem mais que simples conjuntos de técnicas de luta; são sistemas filosóficos e até éticos que visam o aperfeiçoamento espiritual e moral dos seus praticantes. A maior parte destas artes implica que o estudante pratique regularmente ao longo da vida, o que implica um compromisso de longo prazo.

Para os maiores defensores da retidão e da perfeição moral das artes marciais asiáticas, chega a ser incorreto apelidar de “artes marciais” outros sistemas de luta que não incorporem esta componente de honra, de moralidade e de desenvolvimento pessoal.

China

São centenas os estilos marciais que nasceram, ao longo dos séculos, no território da China. A complexidade cultural das artes marciais chinesas, foi simplificada, para o exterior, através do termo “kung fu”, que abrange o Wing Chun, estilo no qual Bruce Lee se “formou”, e muitos outros.

Japão

O karaté e o judo são as mais importantes artes marciais japonesas; o karaté pela sua importância simbólica, o judo pelo seu estatuto enquanto desporto olímpico, e ambos pelo grande número de praticantes a nível mundial. Contudo, o aikido (a arte de Steven Seagal), o histórico jiujitsu (a base do jiujitsu brasileiro), o kenpo e o sumo são outros bons exemplos.

Índia

A Índia é apelidada de “subcontinente”, dada a sua imensa diversidade cultural e civilizacional. Este fato também se reflete na proliferação de artes marciais, que diferem no estilo e na forma consoante as regiões e as influências que receberam. Tal como a China, também a Índia exportou as suas ideias, visíveis nomeadamente no Sudeste Asiático (Muay Thai).