As artes marciais ao estilo africano

As artes marciais africanas não são tão celebradas pelo cinema como as oriundas da China, da Coreia ou do Japão. Contudo, por todo o continente africano, vários povos e culturas desenvolveram diferentes conjuntos de técnicas de luta e combate, ainda que sem a densidade espiritual a que as artes orientais nos habituaram. Vejamos alguns exemplos e as suas principais características.

Dambe

Na Nigéria, o povo haússa desenvolveu um tipo de pugilato no qual os praticantes tentam fulminar o adversário com um punho, defendendo-se com o outro. Sendo um costume tradicional, é frequente a organização de torneios com a participação de comunidades ou aldeias inteiras, lutando entre si.

Laamb

Na língua wolof, chama-se “Laamb” a um estilo de luta livre, tradicionalmente associado ao povo Serer e que se tornou no desporto nacional do Senegal. Existem duas variantes de Laamb, uma delas permitindo a aplicação de socos (frappe) e a outra ficando-se apenas pelo desequilíbrio do adversário.

Ngolo

Entre a diáspora angolana, sobretudo nos Estados Unidos, reavivou-se nos últimos anos o Ngolo, uma dança mahqdefault (3)rcial que combina a música com a execução de movimentos que simulam uma luta, envolvendo tanto as mãos como os pés. Embora seja visualmente distinta da capoeira, a semelhança do conceito e as fortes ligações históricas entre Angola e o Brasil, mercê do fenómeno do tráfico de escravos, levam alguns investigadores a ponderar a hipótese de que o Ngolo seja a origem remota da capoeira.

Musangwe

Na África do Sul, a tribo Venda (habitando o nordeste do país) pratica há pelo menos dois séculos o torneio anual de Musangwe, por volta do natal. As regras deste torneio de pugilato um contra um são muito simples: o combate só termina quando um dos combatentes se render, sangrar ou ficar KO. Os lutadores usam habitualmente os punhos, assemelhando-se portanto ao boxe, mas praticamente todos os golpes são permitidos. Em tempos antigos, o torneio era utilizado para selecionar os guerreiros mais fortes; atualmente, trata-se de uma questão de honra para os vencedores.