O estudo e a prática de uma arte marcial enquanto defesa pode seguir vários caminhos; não é por acaso que várias artes marciais orientais se designam a si próprias como sendo o caminho para algo. Em seguida, desenvolvemos três artes marciais que procuram explicitamente a defesa em vez do ataque, mas com abordagens bem diversas.

Karaté

Buscando a serenidade e promovendo a formação do caráter, o karaté inclui, entre outros, dois princípios: o karateka nuSteven_Ho_Martial_Arts_Kicknca deve assumir uma postura agressiva e nunca deve assumir o primeiro movimento numa luta. Tratando-se de uma filosofia completa e de um caminho para prosseguir ao longo da vida, o karaté tem sempre presente uma ideia de pacifismo e de limitação, tanto quanto possível, do uso da força.

Aikido

O aikido leva o conceito do karaté a um novo extremo. O aikidoka não procura atingir o adversário, mas apenas canalizar a sua força e energia contra si mesmo. O melhor praticante de aikido não precisa de ser fisicamente forte para conseguir bloquear a ação do oponente. Além disso, está sempre presente a componente espiritual que lhe foi atribuída pelo mestre fundador da disciplina, sensei Ueshiba, que compilou o essencial do aikido entre os anos 30 e 60 do século XX, que é a preocupação com o bem-estar do adversário.

Krav Maga

Tal como as duas artes nipónicas, a israelita krav maga é acima de tudo uma arte marcial para defesa, na qual o praticante preferiria não encontrar o adversário ou ter de se defender dele. Contudo, em sentido inteiramente oposto ao karaté ou ao aikido, no krav maga o praticante procura infligir o maior dano possível ao seu agressor, no mais curto espaço de tempo. Privilegia-se o ataque a pontos críticos do corpo do adversário, como os olhos ou a zona genital. Para os puristas, o krav maga não é considerado uma “arte marcial”, no sentido em que não inclui regras nem apresenta um caminho de aperfeiçoamento espiritual. Contudo, é um conjunto de técnicas utilizado quer por forças militares, quer por pessoas comuns (mulheres, idosos, etc.) que receiem ver-se atacadas por agressores mais fortes.